Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
PROFESSOR NUNO GRANDE

A crise 2009-01-15

Ainda que a crise que se vive hoje seja justificada pelas vicissitudes financeiras e económicas desencadeadas pela situação da problemática relacionada com a política energética, é claro que são postas em causa todas as manifestações da actividade humana.

De facto, os saberes, os valores e os hábitos que nos caracterizam sofrem transformações relacionadas com a crise, pondo em causa a nossa identidade, exigindo uma permanente atenção para defender a dignidade que nos define.

Podemos afirmar que a crise não pode, em nenhum caso, subverter os valores culturais que dão sentido ao nosso comportamento ético.

Foi com esta atitude que colaborei, durante anos, com artigos de Opinião no "Jornal de Notícias", que representa para mim desde sempre um órgão de Comunicação Social exemplar, onde participar representa um benefício curricular que se traduzia nas opiniões dos meus leitores, particularmente quando discordantes.

Por decisão da Direcção do "Jornal de Notícias", face à crise que nos atinge, este será o último artigo de opinião que publicarei, de forma regular, pelo que quero expressar o meu lamento mas afirmar que continuarei atento à problemática social que a crise desencadear, continuando a intervir neste espaço sempre que seja oportuno e possível.

Procurarei que as minhas opiniões possam ser formuladas onde possam ter qualquer forma de repercussão e colaborar na solução de problemas.

Como Maria de Lurdes Pintasilgo, acredito na democracia participativa e, deste modo, estarei preparado para contribuir para a solução da crise quando se tornar necessário.

A crise deverá ser um estímulo de cidadania e por isso ser motivo para que cada um de nós e todos possamos dar resposta à solicitação de todos e de cada um, sempre que possível e oportuno.

Nestas páginas, tratei de temas como a regionalização. O centro materno-infantil do Norte e personalidades representativas da cultura portuguesa; como Abel Salazar, Hernâni Monteiro, Óscar Lopes e Rocha e Melo e Padre Américo, Lurdes Pintasilgo, Maria Manuela de Castro.

À crise deveremos responder com firmeza e com generosidade, de maneira a estar presentes e atentos às solicitações de todas as formas de sofrimento.

Assim farei.

 

Nota - Conheço o Professor á muitos anos, acompanhava as suas cnónicas no JN e já sinto falta dos seus escritos.

A crise é o motivo mas não existe motivo nenhum para silenciar vozes como a sua Senhor Professor.

Que Deus lhe dê vida longa, porque esta cidade precisa de si.



publicado por joselessa às 10:37
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