Sábado, 31 de Janeiro de 2009
A GRAÇA

Que harmonia suave
É esta, que na mente
Eu sinto murmurar,
Ora profunda e grave,
Ora meiga e cadente,
Ora que faz chorar?
Porque da morte a sombra,
Que para mim em tudo
Negra se reproduz,
Se aclara, e desassombra
Seu gesto carrancudo,
Banhada em branda luz?
Porque no coração
Não sinto pesar tanto
O férreo pé da dor,
E o hino da oração,
Em vez de irado canto,
Me pede íntimo ardor?

És tu, meu anjo, cuja voz divina
Vem consolar a solidão do enfermo,
E a contemplar com placidez o ensina
De curta vida o derradeiro termo?

Oh, sim!, és tu, que na infantil idade,.
Da aurora à frouxa luz,
Me dizias: «Acorda, inocentinho,
Faz o sinal da Cruz.»
És tu, que eu via em sonhos, nesses anos
De inda puro sonhar,
Em nuvem d'ouro e púrpura descendo
Coas roupas a alvejar.
És tu, és tu!, que ao pôr do Sol, na veiga,
Junto ao bosque fremente,
Me contavas mistérios, harmonias
Dos Céus, do mar dormente.
És tu, és tu!, que, lá, nesta alma absorta
Modulavas o canto,
Que de noite, ao luar, sozinho erguia
Ao Deus três vezes santo.
És tu, que eu esqueci na idade ardente
Das paixões juvenis,
E que voltas a mim, sincero amigo,
Quando sou infeliz.
Sinta a tua voz de novo,
Que me revoca a Deus:
Inspira-me a esperança,



publicado por joselessa às 16:28
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PRIMAVERA
Primavera

Todo o amor que nos
prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver

Todo o amor que nos
prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

              David Mourão-Ferreira



publicado por joselessa às 16:26
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SONETO
Soneto do amor difícil

A praia abandonada recomeça
logo que o mar se vai, a desejá-lo:
é como o nosso amor, somente embalo
enquanto não é mais que uma promessa...

Mas se na praia a onda se espedaça,
há logo nostalgia duma flor
que ali devia estar para compor
a vaga em seu rumor de fim de raça.

Bruscos e doloridos, refulgimos
no silêncio de morte que nos tolhe,
como entre o mar e a praia um longo molhe
de súbito surgido à flor dos limos.

E deste amor difícil só nasceu
desencanto na curva do teu céu.

                 David Mourão-Ferreira


publicado por joselessa às 16:23
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
O meu nome é Felicidade

Oi! Muito prazer!
Meu nome é Felicidade.
Faço parte daqueles que têm amigos, pois ter amigos é ser feliz.

Faço parte da vida daqueles que acreditam que ontem é passado, amanhã é futuro e hoje é uma dádiva.
Por isso se chama presente.

Faço parte da vida daqueles que acreditam na força do amor, que acreditam que para uma
história bonita não há ponto final.

Sou casada, sabiam? Sou casada com o Tempo. Ah! Meu marido é lindo! Ele é responsável pela resolução de todos os problemas, cura machucado,
vence a tristeza...

Juntos, eu (Felicidade) e o Tempo tivemos três filhos: a Amizade, a Sabedoria e o Amor.

A Amizade é a filha mais velha, uma menina linda, sincera e alegre. A Amizade brilha como o sol, une as pessoas, pretende nunca ferir, sempre
consolar.

A do meio é a Sabedoria. Culta e íntegra, sempre foi mais apegada ao pai, o Tempo.
A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!

O caçula é o Amor. Ah, como esse me dá trabalho! É teimoso. Às vezes, só quer morar em um lugar.
Eu vivo dizendo:- Amor, você foi feito para morar em dois corações, não apenas em um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo.
Quando ele começa a fazer estragos, eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo saem fechando todas as feridas que o Amor abriu!

Uma das pessoas mais importantes na vida me ensinou uma coisa:- Tudo, no final, sempre dá certo. Se ainda não deu, é porque não chegou ao fim.
Por isso, acredite sempre na minha família, acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente, no Amor.

Aí, quem sabe um dia, eu, a Felicidade, não bato na sua porta?

 



publicado por joselessa às 13:35
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Acção executiva
 
 
Acção executiva
 

Acção executiva

2009-01-26

Independentemente da verdade, José Sócrates pode já não estar em condições de continuar a chefiar o Governo. O envolvimento de familiares seus num processo de despacho governamental delicado cria-lhe fragilidades que o vão acompanhar daqui para a frente.

O ambiente de alegadas influências em decisões governamentais (supostas ou reais) para extorquir contrapartidas dá um carácter de favoritismo na prática governativa que, falso ou verdadeiro, lhe criam uma pressão política intolerável.

Em política, ao nível a que José Sócrates chegou, pura e simplesmente não há presunções de inocência quando há indícios insofismáveis. Não há comunicados com desmentidos nem notas da Procuradoria a dizer que hoje está tudo bem mas amanhã não se sabe, que lhe valham. Será este julgamento popular de José Sócrates injusto? É. Mas é assim. A infelicidade é que no ponto da pirâmide executiva onde José Sócrates se encontra o que parece já é, mesmo antes de o ter sido. É uma vulnerabilidade que vem com o território.

José Sócrates devia sujeitar-se ao julgamento popular que vem com o voto e aí saber se Portugal acredita na sua boa-fé e na ingenuidade do seu tio e primo, e se este conceito de "família" é compatível com a maneira como em Portugal se entende a função governativa. Está em jogo o bem-estar de uma população de dez milhões de pessoas e a necessidade de tomar medidas rigorosas e duras para enfrentar a crise. Está em jogo a respeitabilidade da imagem de um país que a esta hora está a ser retratado nos media estrangeiros na síntese dos que vêem a realidade de fora através dos desapaixonados despachos das agências noticiosas. Nessa óptica, o que aparece é o chefe do Governo de Portugal no centro de um furacão que envolve pagamentos avultados por favores oficiais num processo que entronca no estrangeiro com offshores de familiares metidos pelo meio. Justa ou injustamente a Standard and Poors vai adicionar este elemento à contabilidade do rating da República.

No mundo da banca e da finança internacionais também não há presunção de inocência. Na zona da vida pública em que José Sócrates se encontra, com a necessidade de executivo claro firme e duro que a crise exige, com a ameaça de todo o Portugal se tornar numa gigantesca Qimonda, a verdade ou mentira de uma insinuação são valores subjectivos de menor importância.

O momento não se compadece com as delongas da justiça à portuguesa. É preciso indagar se o povo aceita renovar a confiança em José Sócrates nestas envolventes ruidosas e cheias de incógnitas, ou se vamos continuar no "pântano" profetizado por António Guterres quando se demitiu, (curiosamente em data muito próxima do início de toda esta questão do Freeport). Alguém vai ter de tomar uma decisão executiva porque, face ao que já está escrito e dito, não chega clamar pela celeridade da justiça, que não existe, nem pedir o aval diário do até-aqui-tudo-bem-depois-se-verá da Procuradoria. José Sócrates, por si, ou Cavaco Silva, por ele, terão de tomar a única decisão possível, que é fazer o primeiro-ministro sujeitar-se ao juízo do voto antecipado que relegitimará, ou não, o seu Executivo. Por muito, muito menos, Jorge Sampaio sujeitou Santana Lopes a esse julgamento popular.

 

Nota - Goste-se de Mário Crespo ou não a verdade é que ele tem razão...



publicado por joselessa às 10:50
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PROFESSOR NUNO GRANDE

A crise 2009-01-15

Ainda que a crise que se vive hoje seja justificada pelas vicissitudes financeiras e económicas desencadeadas pela situação da problemática relacionada com a política energética, é claro que são postas em causa todas as manifestações da actividade humana.

De facto, os saberes, os valores e os hábitos que nos caracterizam sofrem transformações relacionadas com a crise, pondo em causa a nossa identidade, exigindo uma permanente atenção para defender a dignidade que nos define.

Podemos afirmar que a crise não pode, em nenhum caso, subverter os valores culturais que dão sentido ao nosso comportamento ético.

Foi com esta atitude que colaborei, durante anos, com artigos de Opinião no "Jornal de Notícias", que representa para mim desde sempre um órgão de Comunicação Social exemplar, onde participar representa um benefício curricular que se traduzia nas opiniões dos meus leitores, particularmente quando discordantes.

Por decisão da Direcção do "Jornal de Notícias", face à crise que nos atinge, este será o último artigo de opinião que publicarei, de forma regular, pelo que quero expressar o meu lamento mas afirmar que continuarei atento à problemática social que a crise desencadear, continuando a intervir neste espaço sempre que seja oportuno e possível.

Procurarei que as minhas opiniões possam ser formuladas onde possam ter qualquer forma de repercussão e colaborar na solução de problemas.

Como Maria de Lurdes Pintasilgo, acredito na democracia participativa e, deste modo, estarei preparado para contribuir para a solução da crise quando se tornar necessário.

A crise deverá ser um estímulo de cidadania e por isso ser motivo para que cada um de nós e todos possamos dar resposta à solicitação de todos e de cada um, sempre que possível e oportuno.

Nestas páginas, tratei de temas como a regionalização. O centro materno-infantil do Norte e personalidades representativas da cultura portuguesa; como Abel Salazar, Hernâni Monteiro, Óscar Lopes e Rocha e Melo e Padre Américo, Lurdes Pintasilgo, Maria Manuela de Castro.

À crise deveremos responder com firmeza e com generosidade, de maneira a estar presentes e atentos às solicitações de todas as formas de sofrimento.

Assim farei.

 

Nota - Conheço o Professor á muitos anos, acompanhava as suas cnónicas no JN e já sinto falta dos seus escritos.

A crise é o motivo mas não existe motivo nenhum para silenciar vozes como a sua Senhor Professor.

Que Deus lhe dê vida longa, porque esta cidade precisa de si.



publicado por joselessa às 10:37
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
TEMPO

DESEJO-TE TEMPO!!!
NÃO SE TRATA DE UM PRESENTE QUALQUER...
DESEJO-TE APENAS AQUILO QUE A MAIORIA NÃO TEM!
DESEJO-TE TEMPO PARA TE DIVERTIRES E SORRIR,
DESEJO-TE TEMPO PARA QUE OS TEUS OBSTÁCULOS SEJAM SEMPRE SUPERADOS...
ASSIM COMO OS MUITOS SUCESSOS COMEMORADOS!!!
DESEJO-TE TEMPO PARA PLANEAR E REALIZAR...
NÃO SÓ PARA TI, MAS TAMBÉM PARA OUTROS QUE PRECISEM DE TI...
DESEJO-TE TEMPO PARA NÃO TERES PRESSA E CORRER,
MAS SIM PARA TE ENCONTRARES CONTIGO...
DESEJO-TE TEMPO, NÃO PARA O VERES PASSAR NO RELÓGIO...
DESEJO-TE TEMPO PARA QUE FIQUES...
TEMPO PARA TE ENCANTARES...
TEMPO PARA CONFIARES EM ALGUÉM.
DESEJO-TE TEMPO PARA TOCARES AS ESTRELAS...
PARA CRESCERES E AMADURECERES...
E ATÉ... TEMPO PARA RECOMEÇARES...
SE FRACASSARES!!!
E AINDA, TAMBÉM, TEMPO PARA PODERES VOLTAR ATRÁS E PERDOAR!!!
DESEJO-TE TEMPO PARA TERES NOVAS ESPERANÇAS E AMARES...
DESEJO-TE TEMPO PARA SERES FELIZ...
PARA VIVERES CADA DIA, CADA HORA, COMO UM NOVO PRESENTE...
DESEJO-TE TEMPO...
TEMPO PARA A VIDA...
DESEJO-TE TEMPO...
MUITO TEMPO!!!
 



publicado por joselessa às 13:00
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Expresse seus sentimentos e viva melhor

Você pode se enganar e enganar muitas pessoas fazendo o papel de bonzinho, sorrindo à toa,se fazendo de coitadinho ou contar mentiras para não ferir essa ou aquela pessoa. Você pode esconder tudo de todo mundo, mas o seu corpo sente e reage as agressões que você tem cometido contra ele.
Se você continua naquele relacionamento que não suporta mais, naquela rotina que tira a sua alegria, naquela sociedade que já se desgastou, naquele emprego que rouba o seu prazer,naquela submissão que pensa que tem que acveitar, ou naquela amizade mais falsa que nota de 500.00€ o seu corpo vai sentir essas emoções e como uma bateria, vai carregar e armazenar esses sentimentos, até que um dia vai explodir como bomba atômica.


Desde crianças, somos obrigados a segurar as emoções. Muitos pais ensinam que chorar é "sinal de fraqueza", "masturbação é pecado", "sexo é vergonhoso ". Desde muito pequeno, vamos sendo castrados em nossos sentimentos e emoções e quando podemos tomar nossas próprias decisões, em nome de "convenções da sociedade", seguramos nossa raiva, nossa indignação, não abraçamos nossos amigos, não beijamos mais por uma vergonha besta e rídicula. A menina não abraça a menina por ter medo de ser chamada de "sapatão", o menino não abraça o menino com medo de ser chamado de "bicha" , as mulheres não expõem seus desejos para não serem chamadas de "fáceis", de "vadias, e os homossexuais, escondem seus sentimentos com medo de serem rechaçados pela família e pela comunidade em que vivem.

Ensinaram-nos também que por educação sempre devemos ser amáveis, gentis, mesmo quando algo nos desagrada, para não sermos classificados de grosseiros ou mal humorados, ou perdermos amigos. Afinal, a ordem da sociedade é "conquistar", "cativar".

Assim, vamos armazenando sentimentos que precisam sair de alguma forma, e normalmente, todas as emoções se traduzem em raiva e/ou tristeza, uma sombra que se esconde por trás de sua aparente figura. Quanto mais tempo você sofrer calado, mais doente vai ficar... Tentando agradar o mundo, vamos adoecendo e nos desagradando...Ninguém precisa de aprovação de fachada. Aqueles que madura e verdadeiramente nos querem bem saberão compreender nossos momentos e sentimentos; entender que dizer NÃO não significa desafeto, por exemplo.

Carl e Stephanie Simonton dirigem o "Cancer Counseling and Research Center de Dallas", Texas
Ele é um médico radioterapeuta, especializado no tratamento do Câncer. Stephanie é formada em Psicologia. Eles defendem a idéia de que as doenças sofrem grande influência psicológica. O casal concluiu que uma doença não é só um fato físico, e sim, um problema que diz respeito à pessoa como um todo; corpo, emoções e mente. As emoções e a mente tem uma certa função na reação ao Câncer e na sua recuperação.

O Câncer, por exemplo, surge como uma indicação de problemas em outras áreas da vida da pessoa, agravados ou compostos de uma série de "problemas" que surgem de 6 a 18 meses antes de aparecer o Câncer. Foi observado que as pessoas reagiram a esses "problemas" com um sentimento de falta de esperança, desespero, desistindo de lutar por uma vida melhor. Acredita-se que essa reação emocional dispara um conjunto de reações fisiológicas que diminuem as defesas naturais do corpo, tornando-o mais frágil e favorecendo à produção de células anormais.

Por isso, nada de ficar guardando as suas emoções em uma caixa de orgulho e falsos pudores.

 


Quer gritar? Grite.
Quer reclamar? Reclame.
Quer comer jiló? Coma.
Está com raiva ? Esbraveje.
Ama alguém ? Declare.
Não gostou de algo que lhe fizeram? Diga.
Não concorda com uma opinião? Discuta.
Não quer fazer algo? Diga NÃO
Quer se separar? Separe-se.
Não gostou de uma atitude? Converse.
Está triste? Derrame suas lágrimas sem ter vergonha.
Tem remorsos? Peça desculpas, perdão.
Precisa de alguma coisa? Peça.
Não quer ir a algum lugar? Não vá.
Não gosta de determinada pessoa? Afaste-se dela.

Assuma seus sentimentos e suas atitudes. Deixe de engolir sapos só para tentar angariar admiração e afeto. O que você, no final das contas, alcançará é desrespeito, de si mesmo e dos outros.


Não interessa o que irão pensar... Pare de esconder os sentimentos! 
A vítima com certeza será você.



publicado por joselessa às 12:11
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
BARACK OBAMA

 

 

 

 

 Barack Obama

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este é o perfil do novo Presidente dos Estrados Unidos.

Sendo o meu eleito deste o promeiro momento só me resta desejar-lhe muito sucesso no seu mandato.

...E começou bem, dizendo que vai reduzir os vencimentos dos funcionários mais bem pagos da casa Branca.

Será uma boa dica para os nossos Governantes e para muitos gestores (Galp. CGD. EDP etc) ponha aqui os olhos Senhor Primeiro Ministro, pois tem muito malandro a ganhar demais para o que trabalha.

 

 

 

 

Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um político dos Estados Unidos da América, sendo o 44º e atual presidente de seu país, pelo Partido Democrata. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. Tomou posse a 20 de janeiro de 2009. Até então, era senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro negro (afro-americano no contexto estadunidense) a ser eleito presidente estadunidense,[1][2]. Foi também o único senador afro-americano na legislatura anterior.

Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review.

Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Orgão integrante da Assembléia Geral de Illinois, que constitui o poder legislativo local), mandato para o qual foi reeleito em 2000. Entre 1992 e 2004, ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.

Tendo tentado, em 2000, eleger-se, sem sucesso, ao Congresso dos Estados Unidos, anunciou, em janeiro de 2003, sua candidatura ao Senado dos Estados Unidos. Após vitória na eleições primárias, foi escolhido como orador de honra para a Convenção Nacional do Partido Democrata em julho de 2004. Em novembro, foi eleito Senador dos Estados Unidos pelo estado de Illinois com 70% dos votos. Em 4 de janeiro de 2005 assumiu o atual mandato, o qual tem duração até 2011.

Como membro da minoria democrata no período entre 2005 e 2007, ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Neste período, fez viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e África. Na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviço.

Barack Hussein Obama II[3] nasceu em 4 de agosto de 1961 em Honolulu, no estado estadunidense do Havaí, filho de Barack Obama, Sr., um economista queniano, nascido em Nyang’oma Kogelo, distrito de Siaya, Quénia e de Ann Dunham, antropóloga estadunidense, branca, nascida em Wichita, no estado do Kansas, Estados Unidos. Seus pais conheceram-se enquanto frequentavam a Universidade do Havaí em Manoa, onde seu pai era um estudante estrangeiro.[4]

Eles separam-se quando Obama tinha dois anos de idade, divorciando-se em seguida.[5] Seu pai retornou ao Quênia, encontrando-se com o filho apenas mais uma vez antes de falecer em um acidente de automóvel em 1982, quando seu filho Obama tinha 21 anos.[6]

Após o seu divórcio, Ann Duham casou-se com o indonésio Lolo Soetoro. A família mudou-se para o país natal de Soetoro em 1967, tendo Obama frequentado escolas em Jakarta até os dez anos de idade. Ele então retornou para Honolulu para morar com seus avós maternos. Em Honolulu, frequentou a escola Punahou, desde a quinta série do ensino elementar americano, em 1971, até a graduação no ensino secundário, em 1979, com 18 anos.[7]

A mãe de Obama retornou ao Havaí em 1972, quando o filho tinha 11 anos, lá permanencendo por muitos anos. Voltou à Indonésia por alguns períodos para o desenvolvimento de trabalho de campo. Ela defendeu tese de doutoramento em antropologia pela Universidade do Havaí em 1992. Faleceu de câncer nos ovários em 1995, quando Obama tinha 34 anos.[8]

Já adulto, Obama admitiu ter usado cocaína, maconha e álcool durante o ensino médio, tendo classificado, em evento na atual campanha eleitoral como seu maior erro do ponto de vista moral.[9]

Após concluir o ensino secundário, com 18 anos, Barack Obama mudou-se para Los Angeles, onde estudou no Occidental College por dois anos. [10] Em 1981, com 20 anos, transferiu-se para a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde graduou-se 2 anos depois em ciência política, com especialização em relações internacionais.[11] Seu pai faleceu neste período. Obama obteve o título de bacharel de artes em 1983, com 22 anos, quando foi trabalhar por um ano na empresa Business International Corporation, hoje parte do grupo que publica a revista The Economist[12] e em seguida para a organização sem fins lucrativos New York Public Interest Research Group.[13][14]

Após quatro anos na cidade de Nova Iorque, Obama mudou-se para Chicago com 24 anos, para trabalhar como agente comunitário entre junho de 1985 a maio de 1988 como diretor da Developing Communities Project (DCP), uma associação comunitária religiosa originalmente composta por oito paróquias católicas, na região da grande Roseland (Roseland, West Pullman, e Riverdale) ao sul de Chicago.[13][15] Nos seus três anos como diretor da DCP, sua equipe passou de 1 para 13 pessoas e seu orçamento anual cresceu de 70 mil dólares para 400 mil dólares, tendo conseguido, entre outros resultados, auxiliar :

  • a criação de um programa de educação para o trabalho,
  • a criação de um programa de mentoria para a preparação para o estudo universitário, e
  • o estabelecimento de uma organização de defesa dos direitos de inquilinos na região de Altgeld Gardens, em Chicago.[16]

Obama também trabalhou como um consultor e instrutor para a fundação Gamaliel, um instituto que dá consultoria e treinamento para associações comunitárias.[17] Em meados de 1988, com 27 anos, ele viajou pela primeira vez para a Europa, onde permaneceu por três semanas, indo em seguida ao Quênia, onde permaneceu por cinco semanas, lá encontrando-se pela primeira vez com alguns de seus parentes.[18]

Obama ingressou na escola de direito de Harvard no final do mesmo ano de 1988. Ao final do seu primeiro ano na escola, foi escolhido como editor da revista Harvard Law Review, em função das suas notas e de uma competição de redação.[19] Em seu segundo ano na escola, foi escolhido presidente da revista, uma posição voluntária de tempo-integral, assumindo as responsabilidades de editor-chefe e supervisionando a equipe de 80 editores.[20] A eleição de Obama como primeiro presidente afro-americano da revista teve ampla cobertura jornalística, sendo objeto de longas reportagem sobre ele.[20] Ele obteve o título de doutor em direito por Harvard em 1991, com 30 anos, graduando-se com louvor. Retornou então para Chicago onde já havia trabalhado, inclusive nos períodos de férias de verão de 1989 e 1990, para os escritórios de direito Sidley & Austin e Hopkins & Sutter, respectivamente.[19][21]

Em 1992, casa-se com Michelle Obama.

A publicidade associada à sua eleição como primeiro afro-americano presidente da Harvard Law Review resultou em um contrato e adiantamento para que ele escrevesse um livro sobre questões relacionadas à raça.[22] Em um esforço para contratar Obama para o seu corpo docente, a escola de direito da Universidade de Chicago ofereceu a ele uma posição em pesquisa e um escritório onde poderia trabalhar no seu livro.[22] Ele planejara terminar o livro em um ano, no entanto a tarefa consumiu muito mais tempo à medida que evoluiu para um livro de memórias. A fim de trabalhar sem interrupções, Obama e sua esposa, viajaram para Bali, onde passou meses escrevendo. O manuscrito foi finalmente publicado como Dreams from My Father em meados de 1995, quando Obama estava com 34 anos.[22]

Obama dirigiu a iniciativa Project Vote em Illinois entre abril e outubro de 1992. O projeto, voltado para o registro de eleitores, contava com 10 funcionários e 700 voluntários. Ele atingiu seu objetivo de registrar 150 mil dos 400 mil afro-americanos não registrados do Estado, motivando a revista Crain's Chicago Business a incluir, em 1993, Obama na sua lista de líderes promissores com menos de 40 anos.[23][24]

Obama ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago por doze anos.[25]

Em 1993, Obama juntou-se à firma Davis, Miner, Barnhill & Galland, um escritório de direito composto por 12 advogados especializado em casos de direitos individuais e desenvolvimento econômico de vizinhanças, atuando como advogado associado por três anos, entre 1993 e 1996. Entre 1996 a 2004 possuiu o título de Counsel, posição de maior independência, não tendo porém atuado entre 2002 e 2004.[13][26]

Em 1992, Obama foi membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, renunciando ao cargo antes de sua esposa tornar-se a primeira diretora executiva da Public Allies, Chicago, no início de 1993.[13][27] Entre 1993 e 2002, foi membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, que, em 1985, foi a primeira fundação a financiar o trabalho de Obama no DCP. Participou da mesa diretora da fundação Joyce entre 1994 e 2002.[13] . Entre 1995 e 2002 atuou na mesa diretora do Chicago Annenberg Challenge, tendo sido fundador e presidente.[13] Participou também da mesa diretora das seguintes organizações: Chicago Lawyers' Committee for Civil Rights Under Law, Center for Neighborhood Technology, e Lugenia Burns Hope Center.[13]

[editar] Carreira política

[editar] Carreira no Senado pelo Illinois

Fez sua carreira política em Chicago, Illinois, cidade onde trabalhou, conheceu sua esposa, constituiu família e onde durante anos foi líder comunitário e professor de Direito Constitucional numa universidade local.

Em 1996, Obama foi eleito senador por Illinois.

Em 2004, fez campanha pelo lugar que o senador anterior, Peter Fitzgerald, deixara. Nas eleições primárias para a candidatura democrata, os seus opositores foram Blair Hull, um homem de negócios, e Dan Hynes, procurador do estado de Illinois. Obama começou abaixo de Hull nas sondagens de opinião, mas isso mudaria depois de um escândalo de violência doméstica que implicava Hull. A partir daí, melhorou notavelmente a sua imagem, começando a liderar nas sondagens. Foi recebendo apoios dos líderes democráticos. Nas primárias, Obama somou mais votos que os outros seis candidatos combinados, ganhando com 52% dos sufrágios.

Obama enfrentou o candidato Jack Ryan, o vencedor da primária republicana. Durante a campanha, contudo, um escândalo sexual implicou Ryan (foi acusado de levar a sua mulher a clubes de sexo). Devido a isso, Ryan retirou-se da campanha. O partido republicano no Illinois então escolheu como candidato conservador Alan Keyes para substituir Ryan. Finalmente, Obama venceu as eleições por uma diferença considerável: 69,97% contra 27,05% de Keyes.

[editar] Eleição presidencial de 2008

Obama discursando ao eleitorado da Pensilvânia, Outubro de 2008

Em 16 de Janeiro de 2007, anunciou a criação de um comité exploratório para recolha de fundos para uma candidatura à presidência; a 10 de Fevereiro de 2007, declara-se candidato às primárias[28] embora a sua pouca experiência governativa e a grande concorrência no seu partido, por parte de Hillary Clinton, sejam grandes obstáculos. A 15 de Dezembro de 2007, recebeu o apoio do prestigiado jornal diário nacional The Boston Globe[29].

Obama ganhou a primeira eleição primária pelo Partido Democrata, em Iowa, no dia 3 de janeiro de 2008, saindo na frente de Hillary Clinton e John Edwards. Já na segunda, Hillary Clinton bateu Obama por três pontos percentuais nas primárias do Nova Hampshire.[30]

Obama venceu em 26 de Janeiro de 2008 com uma larga vantagem as primárias do partido democrata na Carolina do Sul, onde recebeu o dobro dos votos da senadora Hillary Clinton, devido ao grande apoio recebido dos negros que representaram metade dos cidadãos que foram votar.[31]

Durante os cinco primeiros meses de 2008, Obama e a sra. Clinton protagonizaram uma renhida disputa pela nomeação que ficou decidida em fins de Maio, quando o senador ultrapassou os 2118 delegados necessários para lhe garantir a nomeação (2156 de Obama contra 1923 de Hillary Clinton). A 4 de Junho, depois de vencer as primárias do partido no estado de Montana, Barak Obama assumiu-se como o candidato dos democratas para as eleições de 4 de Novembro, embora tenha ainda de aguardar pela convenção do Partido Democrata, a ter lugar em Agosto, em que será formalmente nomeado. No dia 7 de Junho Hillary Clinton desiste a sua candidatura apoiando Obama a concorrer às presidenciais.

Em 28 de agosto de 2008, Obama foi nomeado oficialmente para concorrer à Casa Branca contra o republicano John McCain.

Devido à sua história pessoal (pai negro, mãe branca e padrasto asiático) é visto por muitos como um unificador, alguém que consegue transpor a barreira racial. O próprio Obama, já brincou com isso no programa da popular apresentadora estadunidense Oprah Winfrey, quando disse que jantares de sua família "são sempre uma mini-ONU, com parentes de todas as etnias". Ainda assim, chegou a ser acusado de racismo contra indivíduos de etnia branca, por ter participado da Igreja do Pastor Jeremiah Wright,considerado racista negro. Obama negou a associação. Associações racistas e nazistas consideraram-no um extremista racial negro, de origem islâmica [32], Daniel Pipes o considerou muçulmano, por ser filho de pai muçulmano, ainda que não praticante.[33] Apesar disso, alguns grupos supremacistas brancos chegaram a declarar-lhe apoio[34]

Recebeu o importante apoio da Família Kennedy, sendo comparado muitas vezes ao ex-presidente John Kennedy na sua capacidade de animar os eleitores e oferecer uma nova liderança.

Ainda recebeu o apoio de artistas como o cantor Will.I.Am e a líder das Pussycat Dolls, Nicole Scherzinger, que chegaram a gravar um vídeo denominado Yes We Can para a campanha do senador. [35]

Obama presta juramento como 44.º Presidente dos Estados Unidos

Em 4 de novembro de 2008, Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, derrotando John McCain

No pleito de 4 de novembro de 2008 Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos da América, vencendo seu adversário John McCain, por uma diferença de 52% a 47% no total de votos.

Entre a eleição e a tomada de posse, Obama formará a equipa da nova administração. Para ela têm sido apontados vários nomes, como o de Rahm Emanuel para Chefe de Gabinete da Casa Branca[36][37][38].



publicado por joselessa às 20:26
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
RUI SECA

Mais um amigo que parte.

Bom amigo e Médico exemplar, daqueles que tinha hora para entrar mas não para sair.

Trabalhei com ele, indirectamente claro, muitos anos, mais de 30, por isso não preciso de procurar muto no meu album de recordações.

O Hospital Geral de Santo António, ficou mais pobre e os seus doentes nunca o esqueceram

Nesta altura seria muito fácil encontrar muitas palavras bonitas para me despedir de ti Rui, mas tú não gostarias de ler, nunca foste dessas "merdices", par ti 2 e 2 eram 4...

Vou-te deixar um poema de Fernando Pessoa, sei que darás muito mais valôr a tudo o mais que eu aqui diga:

A morte é a curva da estrada.
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.

 

     A terra é feita de céu.
     A mentira não tem ninho.
     Nunca ninguém se perdeu.
     Tudo é verdade e caminho.

 

Adeus Rui, até um dia...



publicado por joselessa às 16:37
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